Planeje para entrar na casa própria em 2012

Possuir uma casa própria ainda hoje é o maior sonho do brasileiro. Deixar de dividir o espaço com parentes ou amigos e, principalmente, parar de pagar aluguel são os principais motivos que alimentam esse desejo. Porém, a falta de planejamento faz com que muitas vezes esse sonho venha a se tornar um pesadelo, levando a pessoa a um grau elevado de endividamento, comprometendo, dessa forma, o seu futuro financeiro e da família.

Assim, qual o momento certo para dar esse importante passo na vida? Ou, quem sabe, até conseguir, ainda neste ano, as chaves da casa própria? Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, o ideal é quando o interessado tiver total controle das suas finanças pessoais, podendo direcionar parte de sua receita para esse fim. “Para isso é necessária uma posição pró-ativa da pessoa perante o dinheiro. Isto é, ela tem que passar a controlar os seus gastos, tomando as rédeas de sua vida financeira para poder se colocar diante desse sonho”, orienta.

Passo a passo
Dessa forma, explica, o primeiro passo é estabelecer qual o valor do sonho que se deseja realizar. “Assim, tem que mentalizar qual é a casa que pretende comprar. Só com esse valor em mãos é que realmente se pode iniciar o controle das finanças, determinando o objetivo a ser atingido”, diz.

Nesse sentido, acrescenta Domingos, é necessário que o consumidor saiba se ele se encontra deficitário (com mais despesas do que sua receita), em equilíbrio (despesas iguais à receita) ou superavitário, ou seja, com ganhos superiores aos seus gastos, para poder realizar uma poupança ou assumir a prestação de um imóvel.

“Se eu estiver endividado e sem reservas financeiras, não vou conseguir ter dinheiro para comprar uma casa, assumindo uma prestação. Dessa forma, preciso ter o controle dos meus gastos para saber de onde posso cortar para gerar essa folga. Expor à família a situação para se colocar diante do sonho da casa própria também vai ser necessário. Será preciso uma mudança de atitude nessa direção”, expõe.

O próximo passo, emenda o especialista, será a elaboração de anotações diárias com todos as despesas descriminadas. Esse material deve ser repassado para uma planilha, a partir da qual a pessoa realizará uma análise mensal dos gastos, vendo onde esses são excessivos e o que pode ser feito para economizar.

“São vários os exemplos para fazer economia, como são os casos das famílias que possuem dois carros, deixando um parado na garagem.

Se essa família vender um carro economizará, se ele for popular, aproximadamente R$ 500 por mês. Esse é apenas um caso de muitos dos que podem fazer com que conquistemos uma economia maior”, fala.

Para Domingos, o que deve ficar claro para o consumidor é que, ao comprar um imóvel, se está assumindo um financiamento de longo prazo, em torno de 20 a 30 anos. “E se você ficar inadimplente, vai perder o bem e ainda tudo que investiu”.

“Também registro que os juros de financiamento no Brasil ainda são muito altos”, comenta. Para se ter uma ideia, o montante pago em 30 anos de financiamento poderá chegar a três vezes o valor da casa a ser comprada. Se a compra for a vista, além de não pagar juros, você ganhará com o dinheiro aplicado e terá condições de pedir descontos quando da efetiva compra”, destaca.

Aluguel ou financiamento?
Conforme o especialista, se a pessoa vive de aluguel uma opção seria trocar esse valor pelo financiamento de um imóvel. “Mas primeiro, é preciso saber se o que vai ser pago não vai ser diferente do aluguel”, argumenta.

E mais: “é muito importante destacar que nem sempre a melhor opção é trocar o aluguel pela prestação da casa própria”, ensina. Muitas vezes é melhor conhecer o que iria pagar de um financiamento e continuar pagando aluguel e guardar a seguinte diferença: o valor que resulta da prestação do financiamento projetada, menos o valor do aluguel. Fazendo as contas, por incrível que pareça poderá comprar a casa à vista em nove anos”, afirma o consultor Reinaldo Domingos.

Pesquisa para negociar sem comprometer o orçamento
A contadora Elayne Araújo e seu esposo, o militar Samuel Araújo, são um exemplo de quem segue à risca a receita para realizar com tranquilidade o sonho de comprar a casa própria. Há pelo menos um ano e meio, o casal junta recursos financeiros com essa finalidade.

A ideia é adquirir um casa duplex em um condomínio fechado no bairro Passaré, em Fortaleza, o que está exigindo certo planejamento. “Já estamos pesquisando os valores de imóveis desde o ano passado. No início deste ano, quando fomos olhar novamente, os preços dispararam. A procura por imóveis naquela região está muito alta. Tanto que estamos olhando também em outras regiões, mas próximas”, fala. Segundo Elayne, existe também a possibilidade de negociação com o proprietário do apartamento onde o casal já mora.

Expectativa
A expectativa é de comprar um imóvel entre R$ 135 mil e R$ 150 mil. Para viabilizar a compra, ela conta que tem já tem disponível o valor da entrada, em média na faixa de 15%, devendo financiar o restante.

“Sou contadora e tenho a prática de ter todas as despesas anotadas em uma planilha. Quando decidimos sair do aluguel, vimos que esse planejamento seria fundamental. Até porque vamos assumir uma dívida de longo prazo, em torno de 30 anos, e isto precisa estar previsto no nosso orçamento mensal”, afirma Elayne Araújo. “Não podemos assumir uma prestação se ela comprometer esse orçamento, pois se a gente não puder pagar, vamos perder a casa e todo o nosso investimento”, conclui a contadora.

Pense na despesa com o registro
Para quem quer realizar o sonho da casa própria, lembra o educador financeiro Reinaldo Domingos, é importante registrar ainda que não basta somente guardar o valor total do imóvel, mas também somar a este montante o valor da escritura, instalações, móveis entre outros gastos.

Segundo ele, também deverá ser verificado e estudado o entorno de onde pretende-se comprar a nova casa. Por um motivo simples: o custo de vida do novo local a morar. “Geralmente, se pretende um lugar melhor e aí o custo do padrão de vida pode refletir diretamente no orçamento financeiro, como exemplo podemos citar aumento do custo da padaria, gasolina, açougue, condomínio, IPTU entre outros”, afirma. Ainda sobre a localização, uma casa perto do local de trabalho é interessante, mas não fundamental. “Mesmo assim, o ideal e comprar uma casa em local de fácil acesso”, diz.

De acordo com o especialista, uma casa também pode exigir reformas, por isso, a situação do imóvel também é fundamental. “Uma casa em estado péssimo de conservação representará custos, sendo que ninguém é feliz em uma casa caindo aos pedaços. Examine cuidadosamente as instalações”, ensina.

Fonte: Diário do Nordeste

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