Investir em imóveis ou fundos imobiliários? Veja qual a melhor opção

Com cada vez mais opções disponíveis de fundos imobiliários, muitos investidores  ficam na dúvida em relação à melhor escolha: investir diretamente em imóveis ou aplicar por meio desses fundos?

A advogada especializada em imóveis do escritório Marins Bertoldi Advogados Associados, Ana Carolina Almeida Ribeiro, ressalta que os fundos imobiliários trazem algumas vantagens em relação à aquisição direta do imóvel. Mas ela aponta que a variável mais importante a ser considerada é o negócio em que o fundo imobiliário concentra suas atividades. Ou seja: você deve se atentar se o imóvel que faz parte da carteira do fundo é um shopping, um hospital, ou um prédio alugado por uma grande empresa, por exemplo.

“Para saber isso, aqueles que se interessem por tal modalidade de investimento devem analisar atentamente os prospectos de divulgação bem como todas as informações que estiverem a seu alcance”, afirma Ana Carolina.

Menos impostos e mais diversificação

De acordo com o vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, uma das principais vantagens do fundo imobiliário é o fato de haver um gestor que administra a carteira por você. “Isso vai te poupar tempo de ficar procurando os imóveis”, afirma.

Outro ponto favorável é o fato do investidor conseguir diversificar a aplicação em diversos imóveis comerciais, comprando uma única cota do fundo. “Uma das novidades desses fundos é que eles têm investido em mais de um imóvel e em mais de uma localidade. Isso é bom para que você possa diversificar seu portfólio com mais facilidade”, afirma Calado.

A advogada Ana Carolina também lembra que os fundos possuem isenção tributária sobre os rendimentos. “Para o investidor pessoa física, que detenha menos de 10% das cotas de um FII que possua no mínimo 50 investidores e que tenha suas cotas negociadas em bolsa de valores, há isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos distribuídos”, diz.

Ao mesmo tempo, é importante lembrar que podem existir boas oportunidades para quem tem dinheiro disponível para investir diretamente em imóveis. “Você pode conseguir um imóvel depreciado, que precise de reformas, por um preço bem abaixo do valor de mercado e fazer um bom negócio depois de reformá-lo”, aponta Calado.

Crescimento dos fundos imobiliários

De acordo com dados da BM&FBovespa, em dezembro de 2011, a quantidade de fundos imobiliários com negociação na bolsa chegou a 66, ante 48 negociados ao final de 2010 e apenas 25 registrados em 2008.

O número de investidores também cresceu de maneira acentuada. Os últimos dados disponibilizados pela Bolsa – do mês de setembro – dão conta de 45,3 mil investidores, o que significa um crescimento de 650% desde 2008.

“A possibilidade de tornar-se proprietário de um shopping, uma universidade ou um edifício comercial vem atraindo cada vez mais a atenção dos investidores de todos os portes”, afirma Ana Carolina.

Só em 2011 (de janeiro a setembro) o número de investidores mais do que dobrou. “Diante de um cenário econômico internacional de crise e da volatilidade do mercado de ações, a estabilidade do mercado imobiliário fez com que este número crescesse”, conclui a advogada.

Fonte: Redimob

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