Consórcios podem ser alternativa ao financiamento para conseguir a casa própria

Sistema popular entre aqueles que não têm tanta pressa em adquirir um determinado bem mas costumam tropeçar na falta de determinação para guardar dinheiro, os consórcios podem ser alternativa ao financiamento para a compra, construção ou reforma de imóveis.

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), a alta de 15,7% nas adesões ao produto no acumulado do ano, aliada ao crescimento de quase 20% no tíquete médio, comprovam o interesse do consumidor.

A carta de crédito para um consórcio é concedida por empresas administradoras que formam grupos de consorciados, que por sua vez contribuem mensalmente para a formação de uma poupança comum. De acordo com o regulamento do grupo, a cada mês, entre dois e quatro cotistas são contemplados com a carta de crédito – pelo menos um por sorteio e o restante por lance.

Caso os recursos sejam destinados à reforma ou construção, o dinheiro é liberado no decorrer da obra, conforme cronograma assinado por um engenheiro responsável. Nesse caso, o contemplado recebe antecipadamente a quantia referente à cada etapa prevista para a construção. A prática é diferente da comumente adotada nos financiamentos bancários, em que os recursos só são liberados após o término de cada etapa. A partir da contemplação, o valor da carta de crédito passa a ser corrigido pela Selic até a total liberação dos recursos.

A taxa de administração é, em média, equivalente a 17% do valor da carta de crédito. O montante do consórcio é pago ao longo das prestações, corrigidas anualmente com base na variação do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Já o fundo de reserva é de cerca de 2% do valor da carta de crédito, e o total é pago ao longo das prestações previstas no plano. A taxa cobrada pela maior parte das administradoras cobre, entre outros custos, despesas com inadimplência. Os recursos não utilizados são devolvidos no final do plano.

Prós e contras

Segundo especialistas, na escolha entre financiamento bancário ou consórcio, costuma sair ganhando quem fica com a primeira opção. O motivo para isso é que, mesmo com taxas menores que os juros das linhas de crédito, os consórcios trazem duas desvantagens relativas: o pagamento por um bem não recebido e o fato de ser como uma poupança compulsória e não remunerada.

“Não é um financiamento barato, mas uma poupança cara”, avalia Fabio Gallo, professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com cálculos do especialista em matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho, o sistema só não é desvantajoso para os contemplados no início do plano, que têm ainda cerca de 75% das prestações a pagar. Para os demais, segundo ele, sairia mais barato investir a quantia reservada ao pagamento das cotas na caderneta de poupança por período equivalente à espera pela carta de crédito, e aó depois utilizar o montante como entrada de um financiamento imobiliário.

Já a Abac afirma que o sistema é vantajoso justamente por se tratar de uma poupança obrigatória. A entidade recomenda o sistema para quem já vive em casa própria e, sem a pressa de sair do aluguel, pode optar pela ferramenta como forma de se disciplinar para comprar o segundo imóvel.

Fonte: ClipImobiliário

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