Campina Grande do Sul vive explosão imobiliária

O setor imobiliário campinense vive um período inédito de desenvolvimento. O número de unidades residenciais lançadas nos últimos anos bateu um recorde. A principal referência desse crescimento são os condomínios fechados: são mais de quarenta no Jardim Paulista e região. Outro indicador recente é o crescimento vertical do município. Quatro prédios, de quatro pavimentos cada, estão em construção e outros três projetos estão previamente aprovados.

A verticalização poderia ser maior ainda se um decreto estadual, assinado em 2000, não limitasse a construção de prédios com mais de dois pavimentos ao Jardim Paulista. O motivo, no entanto, é nobre: o respeito à Área de Proteção Ambiental do Iraí. Grandes estruturas nas outras áreas do município podem comprometer o equilíbrio ecológico da região.

Entre 2009 e 2010, o número de alvarás expedidos pela prefeitura para construção aumentou em quase 40%. São 415 pedidos contra 299 do ano anterior. Apenas no primeiro semestre foram 154 expedições. Os certificados de conclusão de obras também tiveram um salto considerável: em 2009 foram 136, em 2010, 215. Este ano o número já chegou a 105.

Valdecir Tecchio, cientista político e diretor-responsável da Campina Construção Civil, uma das maiores construtoras do município, aponta uma série de fatores para esse quadro atual. “A economia nacional está mais forte, a moeda é estável e diversos programas de incentivo à casa própria têm proporcionado a entrada de uma classe nova de consumidores, estimulados pelos incentivos fiscais e condições facilitadas de pagamento”.

Casa própria
Tecchio também assinala outro viés. “Campina Grande do Sul tem um bom estoque de terrenos, uma gama maior de opções que a capital, por exemplo, e isso atrai o comprador de fora, habituado a preços acima de seus padrões. Naturalmente, as opções diminuirão um pouco com a expansão do mercado, mas isso é também um ponto positivo, um sinal de desenvolvimento da economia local”.

Número de unidades residenciais lançadas nos últimos anos bateu recorde

Maria Gorete Santos, proprietária da Imobiliária MG, partilha de opinião semelhante. “A procura de curitibanos por imóveis em Curitiba aumentou consideravelmente, muito por conta do alto custo dos imóveis na capital. Campina Grande do Sul se mostrou um bom caminho para quem buscava sair do aluguel e conseguir uma casa própria.”

A ascensão social e o atual poder de compra das classes mais baixas é outro fator apontado pela empresária. “O padrão de renda de quem procura sair do aluguel é mesmo de classe média, que ganha na faixa de R$2 mil por mês e entende que os valores das prestações cabem no orçamento familiar.”

Antes um fenômeno das classes mais abastadas, os condomínios fechados pontuam como exemplo do novo desenho de comprador de imóveis. “O principal motivo do sucesso atual dos condomínios fechados, além do custo mais acessível e dos programas de financiamento, é a segurança. As famílias não ficam mais em casa, trabalham o dia inteiro. Os condomínios diminuem os riscos de assaltos e de perdas da propriedade”, alega Maria.

A sede também experimenta um crescimento notável. O construtor Eduardo Vizentin comemora um redesenho da região conhecida como Granjas Centenário, próxima ao posto de saúde. “Pequenos empresários construíram nos últimos três anos mais de cem novas residências, trazendo emprego e progresso aos logistas, pedreiros, serventes e toda uma gama de especialidades que movimentam o setor, além de gerar impostos para o município”. Vizentin espera agora que a infraestrutura pública acompanhe o desenvolvimento da região: “com as residências, a prefeitura pode pensar em pavimentação e pressionar a companhia de ônibus a estabelecer um ponto mais próximo do local”.

O empresário atribui a explosão imobiliária em Campina Grande do Sul ao projeto Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. É o caso do professor de Educação Física Roberval Araújo Quirino, que há doze anos trocou Campina Grande, na Paraíba, pelo Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul. No dia 22, Roberval desencaixotava seus troféus na nova residência, nas Granjas Centenário, onde vai morar com a irmã.

“Queria um lugar seguro, com bom acabamento e um terreno. Por isso estou bem feliz”, comemorou o professor da rede pública, que cuida de campinenses da pré-escola ao ensino médio. Entre o valor de entrada da residência e taxas de cartório, ele investiu cerca de R$ 20 mil. As parcelas começam em R$ 775 e vão diminuindo ao longo dos 20 anos de financiamento pela Caixa Econômica Federal.

Via Agora Paraná

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